Man Ray nasceu em 1890, naFiladélfia, Estados Unidos, cresceu no Brooklyn, mudou-se para Nova Iorque eteve o momento mais simbólico de sua carreira fotográfica em Paris. Afotografia é o campo artístico no qual mais se destacou, mas ele tambémproduziu desenhos, pinturas, ensaios e dirigiu alguns curtas-metragens. Suaprimeira exposição individual aconteceu em 1915, com pinturas e desenhos, e oprimeiro registro de algum encaminhamento rumo ao dadaísmo é a assemblage Self Portrait, exposta no anoseguinte. Aprendeu o básico da fotografia com Alfred Stieglitz, um dosresponsáveis pelo reconhecimento da fotografia como forma de arte, e a partirdesse momento seguiu experimentando, desenvolvendo técnicas próprias, como asolarização (explicar) e a raiografia, que consiste em posicionar sobre umpapel fotográfico um objeto, ou vários objetos, e expor à luz, formando“desenhos”, abstratos ou figurativos. Man Ray compilou algumas raiografias nolivro The Delightful Fields.
MarcelDuchamp, além de ser um bom amigo e colaborador, também foi uma grandeinspiração para Man Ray. Juntos, tentaram trazer um pouco do experimentalismovigente na arte européia para os Estados Unidos e uma ilustração dessatentativa é o dadaísmo, movimento que tem como mote criar uma arte tão absurdaque confundiria o senso de realidade do expectador. No entanto, a iniciativanão prosperou – segundo Man Ray, “Dadá não pode viver em Nova Iorque. NovaIorque por inteiro é dadá e não vai tolerar um rival”. Em 1921, separou-se desua mulher e mudou-se para Paris junto com Duchamp, que acabou por integra-lo àefervescente cena artística parisiense, da qual acabou por se tornar ofotógrafo não-formal. Man Ray viveu em Montparnasse, bairro/região onde seconcentrava toda essa efervescência. Passaram por suas lentes escritores,filósofos e artistas.
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